<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8075774044225720041</id><updated>2011-12-28T20:22:57.095Z</updated><category term='série sonhos'/><title type='text'>Contos e Pontos</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://alinnef.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Ennila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07714257751115662750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/TIfVxDMOqrI/AAAAAAAABFI/HKZO2rO8t-c/S220/aln.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>31</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8075774044225720041.post-8930566214807637046</id><published>2011-11-30T14:41:00.004Z</published><updated>2011-11-30T19:10:15.410Z</updated><title type='text'>Impressões de perto do final, porém não conclusivas.</title><content type='html'>Inquietude. O desejo de se sentir em casa. Do pertencimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da descoberta de que tinha que deixar o País dos Intocáveis o mais breve possível, começou o movimento de desfazer o pequeno apartamento de pouco menos de trinta metros quadrados. Aquele pequeno apartamento que mal havia começado a dar aconchego... Que há pouco começava a ser chamado de casa. Mas não havia mais tempo para isso. Era hora de refazer as malas, desmontar os móveis e montar as caixas. Era chegada a hora de deixar aquele país simpático, mas que nunca lhe pareceu interessado, que lhe tinha sempre um quê de inércia quando se tratava de conhecê-lo mais profundamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, é assim que ela vai sair daqui. Sem saudades, só com lembranças de um tempo quando a vida foi um sonho estranho. Quando a neblina do fim do outono, que às vezes perdurava por dias a fio, parecia mais acolhedora do que os dias ensolarados. A neblina acobertava os espaços vazios e o longo tempo que ainda estava por correr até a tão almejada partida. Os minutos e as respirações se comprimiam naqueles brancos dias de nuvens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim parte. Do lugar onde um sorriso é um meio sorriso. Onde a casa é quase um lar. Onde o sol quase esquenta. Onde o inverno é&amp;nbsp;quase frio. Onde no cardápio mal traduzido em inglês, serve-se ‘frango morno’ [‘lukewarm chicken,’ how sad is that?]. (Ato falho?) Onde as meninas e os meninos são quase muito bonitos. Onde a mais pungente das manifestações climáticas é a cortina de neblina, quando o céu vem à terra e os sonhos e as realidades habitam a mesma dimensão. Onde se é quase feliz, mas falta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais triste do que partir é partir sem saudades. É partir para esquecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8075774044225720041-8930566214807637046?l=alinnef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alinnef.blogspot.com/feeds/8930566214807637046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2011/11/impressoes-perto-do-final-porem-nao.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/8930566214807637046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/8930566214807637046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2011/11/impressoes-perto-do-final-porem-nao.html' title='Impressões de perto do final, porém não conclusivas.'/><author><name>Ennila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07714257751115662750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/TIfVxDMOqrI/AAAAAAAABFI/HKZO2rO8t-c/S220/aln.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8075774044225720041.post-4800129208303629267</id><published>2011-08-30T22:19:00.001+01:00</published><updated>2011-08-30T22:22:10.723+01:00</updated><title type='text'>Observações preliminares, Tilburg, Holanda, texto 1</title><content type='html'>Há duas semanas em terras holandesas, gostaria de fazer algumas breves observações sobre os altos habitantes das terras baixas. Observações estas que são também compartilhadas por meu companheiro de viagem, diga-se de passagem. (E talvez o meu objetivo implícito, que aqui explicito, seja eximir-me de quaisquer aparentes implicâncias, nojos ou preconceitos.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os holandeses  são bastante simpáticos em geral, apesar de não serem educados e  agradáveis como os irlandeses e os ingleses. Não têm o costume de pedir licença e muito se apressam para passar na frente da fila. A simpatia holandesa, já que fiz a comparação, diferentemente da irlandesa ou inglesa, parece-se com uma máscara de ferro. Explico o porquê disso. Parece-me que muito se orgulham do  fato de usarem o inglês para se comunicar com as pessoas de fora, apesar  de muitos o usarem de um modo limitado ao instrumental ou como o assustador 'Globish'. Acontece que o fato de usarem o inglês e de fazerem  questão de defender que o holandês é uma língua inacessível e inútil  torna-os intangíveis. A aparente falta de interesse em  ensinar a língua e a cultura deles para os de fora podem traduzir-se numa  alta, bem alta, torre de marfim. Não é à toa o termo cunhado por eles mesmos 'the undutchables' -- os intocáveis holandeses?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8075774044225720041-4800129208303629267?l=alinnef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alinnef.blogspot.com/feeds/4800129208303629267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2011/08/observacoes-preliminares-tilburg.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/4800129208303629267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/4800129208303629267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2011/08/observacoes-preliminares-tilburg.html' title='Observações preliminares, Tilburg, Holanda, texto 1'/><author><name>Ennila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07714257751115662750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/TIfVxDMOqrI/AAAAAAAABFI/HKZO2rO8t-c/S220/aln.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8075774044225720041.post-3543681134217134492</id><published>2011-04-07T23:04:00.000+01:00</published><updated>2011-04-07T23:04:08.434+01:00</updated><title type='text'>É puramente orgânico</title><content type='html'>Cabelos compridos, muito compridos. Passavam das nádegas. Estavam soltos na maior parte do tempo, especialmente quando ia à cozinha, fosse para cozinhar ou para recolher o seu arroz da panela de pressão enquanto outros cozinhavam. Ao vê-la em casa, era sempre a mesma rotina: primeiro sentia repulsa e raiva, que se amainavam e logo se transformavam em dó -- uma comiseração revestida de nojo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passara a noite cozinhando enquanto eu tentava dormir. "A noite", mas que exagero o meu. Cozinhara da meia-noite às duas da manhã somente. Enquanto cozinhava, ligou o aquecedor para se assegurar de ter um belo e quente banho de banheira depois de terminar de preparar a comida para semana. Comida essa que seria armazenada dentro de um armário -- ao contrário de na geladeira porque "se colocar na geladeira, perde o gosto". Mas é claro que ela não falou isso! Ela mal consegue falar. Apontou para geladeira e disse, "gosto ruim". Ah sim, claro. As horas passavam e, pelo fato de ter sido acordada logo após de cair no sono, Morfeu se foi sem olhar para trás. A minha pequena depressão matutina do dia seguinte foi substituída por asco. Lavo o rosto, escovo os dentes, visto-me e preparo-me para o meu café da manhã, a refeição do dia mais esperada! Abro a porta da cozinha para preparar o meu café vital de todas as manhãs e não consigo. Os armários estão cobertos por uma gosma amarela e gordurenta, há cabelos longos, muitíssimos e longos por toda a parte, parecem lombrigas que disputam pela próxima migalha. Caminho em direção à geladeira porque decido então tomar iogurte e o meu caminho é guiado pelas compridas lombrigas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto à cafeteira -- preciso de cafeína, oras! -- e lá está: um pote de plástico dentro da lixeira de orgânicos -- por que a terra digere plástico, é claro, assim como o estômago da moça de cabelos compridos! Será que é assim que devo ensiná-la então? Havia colado papéis na parede com setas indicando que-lixo-vai-em-qual-lixeira, tudo escrito em letras garrafais. Da próxima vez, peço-a para comer não só o iogurte como também o seu respectivo pote.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpe-me. Perdi a compostura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8075774044225720041-3543681134217134492?l=alinnef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alinnef.blogspot.com/feeds/3543681134217134492/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2011/04/e-puramente-organico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/3543681134217134492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/3543681134217134492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2011/04/e-puramente-organico.html' title='É puramente orgânico'/><author><name>Ennila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07714257751115662750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/TIfVxDMOqrI/AAAAAAAABFI/HKZO2rO8t-c/S220/aln.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8075774044225720041.post-308191763108795825</id><published>2010-12-05T14:35:00.000Z</published><updated>2010-12-05T14:35:17.207Z</updated><title type='text'>Das paisagens da memória</title><content type='html'>É incômoda a imposição que se recebe ao escutar a pergunta: 'de onde você é?'. Responder a essa pergunta com sinceridade implica agrupar-me numa determinada categoria mental onde todas as pessoas desse lugar ou dessa região habitam? A que cultura eu pertenço? Ou de quantas culturas eu faço parte?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escutava 'Scarborough Fair' de Simon e Garfunkel enquanto caminhava em direção à universidade nesta manhã de domingo ensolarada com nuances brancas espalhadas pelo chão e pelos telhados quando me sobreveio uma entorpecente sensação de casa. A música remeteu-me à minha infância, às noites frias e aconchegantes dos meus sete anos de idade quando meu pai e eu íamos às Vivendas, à casa que ele levou tantos anos para construir. 'Scarborough Fair' é tão minha quanto de Simon ou de Garfunkel, é tão minha quanto de americanos ou, quem sabe, até mais minha do que de todos eles juntos. O frio da minha paisagem atual provavelmente não era o mesmo do cenário da infância, mas, naquela época, para mim, a sensação de frio era igual. A música do meu pai, que por tantos anos tocador de LPs dele (era mais moderno do que uma vitrola!), toca agora no meu mini-tocador portátil. Apropriei-me da música dele e ele, por sua vez, apropriou-se da música de outrem. Essa música é a minha história. E onde estou agora, desse lugar faço a minha casa, onde reúno as fotos do passado com os seus cheiros, suas músicas e os seus sentimentos, juntamente com os momentos presentes e as vontades do futuro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8075774044225720041-308191763108795825?l=alinnef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alinnef.blogspot.com/feeds/308191763108795825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2010/12/das-paisagens-da-memoria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/308191763108795825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/308191763108795825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2010/12/das-paisagens-da-memoria.html' title='Das paisagens da memória'/><author><name>Ennila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07714257751115662750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/TIfVxDMOqrI/AAAAAAAABFI/HKZO2rO8t-c/S220/aln.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8075774044225720041.post-5404972610005669503</id><published>2010-11-01T19:02:00.004Z</published><updated>2010-11-02T22:49:36.974Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='série sonhos'/><title type='text'>Imune</title><content type='html'>Era um dia como qualquer outro, acordou, cultivou os seus longos minutos de preguiça na cama antes de se levantar e, enfim, levantou-se. Lavou o rosto, escovou os dentes, aplicou o seu filtro solar facial matutino e começou a pentear os cabelos. Ao passar os dedos entre os seus delicados e sedosos fios, levantou levemente uma mecha de seu cabelo e notou que ali não havia mais as suas finas madeixas castanhas, apenas a maciez do seu couro cabeludo nu. Aflita, ergueu outra mecha e lá estava: outra ausência. Alisou a sua cabeça dessa vez com as duas mãos e, passando os dedos por debaixo dos fios, sentiu a pele que reveste o seu crânio completamente despida, não havia mais dúvida alguma. A ansiedade sobreveio-lhe, por quê de novo? Por que eu? O controle que acreditava possuir sobre as suas aflições, sobre o seu existir, sobre o passar do tempo, sobre o dormir, o acordar, o respirar, o caminhar, lá estava impresso no medo do nu, na ironia que era a sua própria composição. Um corpo que a cada dia aniquilava-se, que protestava contra a sua própria existência, contra a sua vitalidade. Caminhava dia após dia, hora após hora, para o seu desfecho, ora lentamente, ora brusca e violentamente. "O sistema imunológico". "Imunológico", pensou, "imune", "imune a quê?". Não entendia porque não caminhava como os outros, ao desfecho, sorrateiramente, quando o cabelo deixa de estar ali "por causa da idade", mas, no seu caso, "na flor da idade", o seu corpo lhe atraiçoava, não lhe era casa, a casa-abrigo, era-lhe a constatação do que não era, de que não era imune, era suscetível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8075774044225720041-5404972610005669503?l=alinnef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alinnef.blogspot.com/feeds/5404972610005669503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2010/11/imune.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/5404972610005669503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/5404972610005669503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2010/11/imune.html' title='Imune'/><author><name>Ennila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07714257751115662750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/TIfVxDMOqrI/AAAAAAAABFI/HKZO2rO8t-c/S220/aln.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8075774044225720041.post-2246715821267613784</id><published>2010-09-29T19:20:00.000+01:00</published><updated>2010-10-01T10:32:50.928+01:00</updated><title type='text'>A quasi-elaborate free verse poem</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/TKOL5Mr-b5I/AAAAAAAABGA/N0gDJhsDox0/s1600/munch-puberty.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 233px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/TKOL5Mr-b5I/AAAAAAAABGA/N0gDJhsDox0/s320/munch-puberty.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5522411382860836754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;How lonely are we, lost wandering souls?&lt;br /&gt;Are we really we, or is just me, or just you, or he, or she?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Is feeling accompanied just an ephemeral state,&lt;br /&gt;and yet solitude our permanent condition?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Are we all, if existentialists, alone, yet&lt;br /&gt;affecting and infecting one another in our loneliness?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Is loneliness to dwell in feeling&lt;br /&gt;in one's own permanent condition?&lt;br /&gt;Can we, or I, ego, actually choose between state or condition?&lt;br /&gt;Alas, the fleeting nature of companionship,&lt;br /&gt;not always a road to tread upon,&lt;br /&gt;But a momentously sudden encounter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Painting: Edvard Munch, 1895, Jealousy)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8075774044225720041-2246715821267613784?l=alinnef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alinnef.blogspot.com/feeds/2246715821267613784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2010/09/quasi-elaborate-free-verse-poem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/2246715821267613784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/2246715821267613784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2010/09/quasi-elaborate-free-verse-poem.html' title='A quasi-elaborate free verse poem'/><author><name>Ennila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07714257751115662750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/TIfVxDMOqrI/AAAAAAAABFI/HKZO2rO8t-c/S220/aln.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/TKOL5Mr-b5I/AAAAAAAABGA/N0gDJhsDox0/s72-c/munch-puberty.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8075774044225720041.post-2753970293239051008</id><published>2010-09-19T23:01:00.000+01:00</published><updated>2010-09-22T18:33:57.264+01:00</updated><title type='text'>Na cidade do ontem</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/TJaM06WI4FI/AAAAAAAABFo/Wg3qt-Xq4Kw/s1600/IMG_8036.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/TJaM06WI4FI/AAAAAAAABFo/Wg3qt-Xq4Kw/s320/IMG_8036.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5518753234032320594" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na cidade do ontem, os outonos e os invernos são sempre mais longos do que as primaveras e os verões. Com o passar dos anos, as pessoas da cidade do ontem lembram-se de um dia em que aqui houve de fato um verão em que foram às praias do norte, vestiram maiôs e sungas e passaram todo um dia sem agasalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade do ontem às vezes chama-se "a cidade do antes de ontem". "Antes de ontem", quando produziam linho com pujança. Quando exportavam cerâmica para os países vizinhos como arte refinada e requintes para a decoração doméstica. Na época em que construíam grandes e luxuosos navios. Antes de ontem construíram o maior e mais forte do mundo. Construíram ainda o segundo maior e mais forte navio de cruzeiro do mundo. De todo o mundo. Na cidade do antes de ontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na cidade do hoje, vemos fotos de ontem e de antes de ontem nas paredes públicas. Na cidade do hoje, as folhas enlameiam o chão e chove até mofarmos as vísceras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na cidade do hoje, ontem e antes de ontem, costumava ser mais quente e mais seco. Na cidade do hoje, contemplam-se nos sorrisos das fotos em preto e branco de ontem e no antes de ontem, mas dificilmente compram espelhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8075774044225720041-2753970293239051008?l=alinnef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alinnef.blogspot.com/feeds/2753970293239051008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2010/09/na-cidade-do-ontem.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/2753970293239051008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/2753970293239051008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2010/09/na-cidade-do-ontem.html' title='Na cidade do ontem'/><author><name>Ennila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07714257751115662750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/TIfVxDMOqrI/AAAAAAAABFI/HKZO2rO8t-c/S220/aln.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/TJaM06WI4FI/AAAAAAAABFo/Wg3qt-Xq4Kw/s72-c/IMG_8036.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8075774044225720041.post-1466581129638987134</id><published>2010-09-10T19:49:00.000+01:00</published><updated>2010-09-10T20:14:38.405+01:00</updated><title type='text'>O golpe</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O pirulito adocicado remeteu-lhe a anos passados. Muito anos. Não tantos, se do ponto de vista dos seus sessenta anos, mas ainda assim muitos do ponto de vista dos seus vinte-e-alguma-coisa. Foi tão vivo o sentimento da reminiscência que se apropriou do pirulito por inteiro: arrancou-o vorazmente do palito e começou a salivar maremotos. Atribulou-se por ter de lidar com tantos sabores e dissabores provocados por aquele inocente pirulito. O paladar intenso, o doce, o azedo, as brincadeiras de roda, as cantigas, os sonhos (ah, os sonhos!) os meninos que a faziam de chacota, a raiva, a saliva. Até que engasgou. Teve de engolir o pirulito forçosamente. Restou-lhe o açúcar grudado nas paredes de sua garganta intoxicada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8075774044225720041-1466581129638987134?l=alinnef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alinnef.blogspot.com/feeds/1466581129638987134/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2010/09/o-pirulito-adocicado-remeteu-lhe-anos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/1466581129638987134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/1466581129638987134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2010/09/o-pirulito-adocicado-remeteu-lhe-anos.html' title='O golpe'/><author><name>Ennila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07714257751115662750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/TIfVxDMOqrI/AAAAAAAABFI/HKZO2rO8t-c/S220/aln.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8075774044225720041.post-8032223460886300858</id><published>2010-09-09T18:17:00.000+01:00</published><updated>2010-09-09T20:46:58.091+01:00</updated><title type='text'>O vingador</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O corpo-limbo. Uma prisão que de tão nula e insossa não nos permite passar algumas horas sentados numa cadeira para -- o que for. O corpo, neste estado, lembra-nos constantemente que está ali, mas bem que não queria ser lembrado. Não é nada, não faz nada além de latejar. Lateja de modo que esquenta ligeiramente acima dos 28° Celsius, instabiliza minimamente a visão e cria um marejar cefálico suficiente para tornar árdua e dolorosa a tarefa de permanecer sentado numa cadeira acolchoada e trabalhar. De aproximadamente 23.5°, a inclinação axial da Terra passa para 25°, os invernos, as primaveras, os verões e os outonos passam todos a ser mais quentes (ou mais frios?) no hemisfério sul ao ponto de mamoeiros ficarem enjoados, mangueiras terem fortes enxaquecas, romãzeiras (as baratas do mundo vegetal) empapuçarem, cajueiros empipocarem, coqueiros ensoparem e cupuaçueiros melecarem.  Assim está o corpo-limbo sobre sua cadeira: os olhos ardem, a respiração ofega, a cabeça gira, as pernas incham e, lembrem-se, tudo isso mínima porém suficientemente para não saber declarar-se "doente" ou "são". Temos aqui um limbo corporal. Os mamoeiros ainda dão mamões, mas têm enjoos, os cupuaçueiros ainda dão cupuaçus, mas esses vêm com consistência extra-cremosa, quase escatológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corpo humano recebeu já, ao longo de sua existência, diversos substantivos metafóricos como, por exemplo, tentativa de expressar religiosidade: "Porque somos membros do seu corpo"; "Mas ele falava do templo do seu corpo"; "santuário". Ou um sentido erótico-automobilístico: "Nas curvas do teu corpo, capotei meu coração". Ou um sentido animal: "Esse menino não quieta, parece que tem bicho no corpo". Ou quando, ironicamente, em transtorno, que também pode se classificar como religioso: "Baixou o santo". Esses modos de expressar um estado de ânimo revelam as funções sociais do corpo, sejam elas eucarísticas, sedutoras, perturbadoras, molecas, aborrecedoras ou irritantes. Todas elas têm o seu papel ativo na sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas e quando ao corpo resta a não-atividade, a não-vontade, o não-querer e a apatia? Quando o que lhe resta é estar ali, em plena existência, infelizmente, mas, se lhe pudesse ser concedido um desejo, só um, esse seria a hibernação. Chamo-lhe corpo-limbo, o estado do corpo em que só consegue olhar para si mesmo e sentir a si mesmo. Sentem-se as pernas, as costas, a cabeça, os olhos. Impõem-se-lhe a existência, não batem à porta, entram sem pedir licença e ali ficam, repetindo em antífonas e ladainhas: pernas, pernas, pernas, costas, costas, costas, olhos, olhos, olhos, cabeça, cabeça, cabeça... Sem nos esquecer de que o limbo é vermelho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8075774044225720041-8032223460886300858?l=alinnef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alinnef.blogspot.com/feeds/8032223460886300858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2010/09/o-vingador.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/8032223460886300858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/8032223460886300858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2010/09/o-vingador.html' title='O vingador'/><author><name>Ennila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07714257751115662750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/TIfVxDMOqrI/AAAAAAAABFI/HKZO2rO8t-c/S220/aln.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8075774044225720041.post-5974878310105874063</id><published>2010-04-07T18:08:00.000+01:00</published><updated>2010-04-30T15:46:03.707+01:00</updated><title type='text'>O cappucino de 60p, a paixão desenfreada e a moralidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Tomava um cappucino de máquina que me custou 60p. Nada mal para um cappucino de 60p. Comia uma fatia de bolo de cenoura com cobertura de iogurte que me custou 1 pound. Nada mal também. Sentada na poltrona sobre a qual o sol esbanjava-se, observava as belas criaturas que passeavam ao meu redor. Como são belas! Seriam assim mesmo tão belas, ou será o calor e o brilho do sol reluzindo em suas faces agora um pouco mais coradas? Ao fechar os olhos, via um vermelho alaranjado daqueles de quando fechava os olhos para descansar do caminho seco e quente nas trilhas do cerrado. O sol de primavera me levou lá. Reparava na moça de felinos olhos azuis e sombrancelhas finas e compridas acompanhada de seu namorado não tão charmoso nem tão felino quanto ela. Observava um outro rapaz sentado à mesa elevada com quatro garotas ao seu redor. Deviam ser colegas de turma. Estava tímido, participava da conversa mas não olhava para nenhuma delas. Não parecia ser daquele que acha uma imensa vantangem demonstrar aos outros machos ao seu redor quantas pavoas conquistou. Terminei o capuccino de 60p e a fatia de bolo de cenoura de 1 pound. Que imensa vontade de me deitar sobre um dos banquinhos em frente à biblioteca onde ninguém nunca se deita. Os bancos de madeira estavam vazios, mas que pena, quem compartilharia comigo o prazer de ser abraçado pelo sol? Fui. Possuía a crença de que lá fora estaria tão quente e aconchegante quanto do lado de dentro das paredes de vidro da área reservada às máquinas alimentíceas, aos conversadores, aos cansados, aos preguiçosos, aos procastinadores, aos sonhadores, aos confusos, aos alegres, aos tristes, aos estressados, aos maus, aos bons, aos comportados, aos de senso de humor inglês, aos de senso de humor irlandês e a todos esses juntos. Deito-me sobre o banco do lado de fora. Aos poucos, casais de namorados empuleiravam-se  nas réstias de sol. O céu azul, tão azul, tão raro, olhava-me de frente, olhos nos olhos. Havia uma brisa primaveril, um pouco destemperada em princípio, mas que logo se amainou. A música aos meus ouvidos ('Your face is pale/ Your lipstick has gone -- astraaay'), o vento, o banco no meio do pátio, eu era o centro do universo ('Moonlight is bleeding from out of your soul...'), o centro, o princípio e o fim. O mundo girava, as pessoas caminhavam, os namorados acarinhavam-se, as nuvens despediam-se e encontravam-se; só permaneciam eu, o céu e o banco no meio do pátio, o meu palco. Os transeuntes eram então, necessariamente, os meus espectadores e eu, a grande atriz e estrela, eu e o azul daquele céu, meu antagonista. E eu me sentia a cálida e torpe amante bígama das trevas e do sol. Um amor pagão é esse o nosso, o de nós três. De repente, sou supreendida: "Are you feeling well?". "Sorry?", retiro os fones de ouvido. "Are you feeling well?". "Oh, yeah, thanks, I'm just enjoying the sun." "Oooh, I'm sorry, there're security guards at the reception desk, you can talk to them whenever you don't feel well." "No, I'm perfectly well, thanks, it's just that it's such a beautiful day." "I've just moved to a house in the country where there's a garden. My mom used to work on the garden. I've always lived in the city, it's my first time working on a garden. My mom used to work on it." "Sounds great." "Yes, but if you're not well, talk to the guards." "Thanks, I'm fine." "Yes, my first time working on the garden where my mom used to work." Retirou-se a moça de uns quarenta anos, magra, de óculos e casaco largo demais para ela. E foi decidido que eu não poderia permanecer por muito mais tempo naquela orgia pagã. Voltei à biblioteca.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8075774044225720041-5974878310105874063?l=alinnef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alinnef.blogspot.com/feeds/5974878310105874063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2010/04/o-cappucino-de-60p-paixao-desenfreada-e.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/5974878310105874063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/5974878310105874063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2010/04/o-cappucino-de-60p-paixao-desenfreada-e.html' title='O cappucino de 60p, a paixão desenfreada e a moralidade'/><author><name>Ennila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07714257751115662750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/TIfVxDMOqrI/AAAAAAAABFI/HKZO2rO8t-c/S220/aln.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8075774044225720041.post-4208593482973101856</id><published>2010-02-07T17:33:00.001Z</published><updated>2011-03-29T22:05:27.433+01:00</updated><title type='text'>Sete de Fevereiro de Dois Mil e Dez</title><content type='html'>Sete de fevereiro de dois mil e dez. Hoje foi o dia em que aquela senhorinha completou cem anos, um mês, duas semanas e dois dias. Nascida aos vinte e dois dias do mês de dezembro de mil novecentos e nove. É difícil escrever, é difícil pensar. Os sentimentos engasgam-se em meus olhos lacrimejantes nesta biblioteca onde escuto barulhos de teclas de computadores. A ideia de ficar sozinha em casa incomoda-me. Prefiro a solidão acompanhada de outros solitários na universidade. É um domingo silencioso em Belfast, o dia é cinza e plácido, mas sinto algo profundo, algo que não cabe em mim, algo bem maior do que eu. Eu temi por esse dia durante um bom tempo. Há oito anos passei a morar a pelo menos dois mil quilômetros de distância dela e temia pelo dia em que seria surpreendida por um telefonema avisando-me sobre sua partida. Mas como havia me prometido que completaria ao menos cem anos e como eu sempre acreditei nela, pois é a mulher mais sábia do mundo, meu temor facilmente apaziguava-se. Eu simulava sensações, imaginava o que sentiria quando ela se fosse. Pressentia o vácuo instalado dentro de mim. O vácuo deixado pela lembrança, pelo abraço que agora se passa somente na minha imaginação. O afago das mãos rudes, calejadas pelo trabalho doméstico e pelo tempo. Pelos seus cem anos de existência. Enquanto isso, choro lágrimas que não se secam, lágrimas que molham meu rosto e também lágrimas invisíveis. Escondo-me por detrás dos biombos dos computadores na biblioteca, onde olhos vizinhos não me alcançam -- ou, pelo menos, acho que não me alcançam. Hoje de manhã, ocorreu-me o por quê talvez de alguns autores iniciarem os seus primeiros livros quando uma pessoa a quem se é fortemente ligado se vai. Existe uma necessidade de imortaliza-la, um medo de que a memória não perdure o suficiente para honrar a passagem dessa existência, ou, "o [seu] breve intervalo de tempo entre o infinito anterior e o infinito posterior".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei bem como era essa senhorinha antes da minha existência. Desconheço o que se passou durante a sua infância, a adolescência, o início da vida adulta, os amores, as decepções, o primeiro e único filho, os primeiros netos. O que sei foi-me narrado de surpresa, numa fase em que a vovó passou a lembrar-se e a falar vividamente sobre seus primeiros vinte anos, desabafos divertidos de memórias que vêm como sonhos: ou se fala ou se escreve sobre elas imediatamente, ou elas são perdidas nos vãos da alma, até, quem sabe, resolverem visitar-nos novamente. Soube assim, furtivamente, sobre o primeiro namorado galanteador de seus catorze anos de idade que lhe compunha canções aos pés de sua janela. E isso eu descobri só porque já aos seus noventa e cinco anos, ela, sentada sobre sua cadeira de sempre, ao lado da velha mesa na cozinha da casa que já subsistia antes de mim, começou a cantar durante o café da tarde, com a força de seus pulmões a tal da canção. E, ao fim, toda vaidosa, compartilha conosco o seu segredo: era a música que seu jovem amor lhe confessava na aurora de sua adolescência. Naquele momento, dei-me conta de que ela foi uma jovem moça um dia, conquistadora de corações, de pele macia e olhar pueril. Isso eu nunca soube, nunca vi, aconteceu durante o meu infinito anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que sei, o que vi e vivenciei foi uma mulher que, de tão autêntica, era engraçada. Acho que não tinha consciência do quanto era divertida com as suas sinceridades: a alguns ofendia, a outros conquistava risos. Mas mesmo os ofendidos tinham-lhe certa reverência; neles havia secretamente um desejo de agrada-la, uma vontade de que ela gostasse deles. Pelo que eu observava, ela apreciava também os sinceros. Tinha sempre prontos o café e o clássico pão de queijo que ficava duro feito pedra se não fosse comido logo que saísse do forno. Depois de alguns anos, ja não os fazia mais. Talvez tivesse perdido a vontade de fazê-los quando já não os podia apreciar. Quando eu era criança, tinha sempre um receio de levar bronca da vovó. Não sei bem porque, não me lembro de um só olhar repreensivo, mas sim de me apertar e me dizer o quanto eu estava bonita e havia crescido. Era com tanto gosto que comia aquelas mangas, aqueles pães-de-queijo que me custaram dentes de leite, o café doce, o arroz com feijão. E aquele cheiro de fumaça que saia pela chaminé do fogão a lenha. Acho que ficava medrosa por causa das estórias do André. Ah, André! Mas, tudo bem, isso nos rendeu tantas invenções e mistérios que nos faziam perscrutar a cidade e a casa (tão grande!) debaixo daquele soléu que nos esturricava durante as caminhadas naquela terra vermelha seca, entre abre-e-fecha-marias. Um dia, Júnior e eu quebramos a torneira do tanque que ficava em frente à casa, perto do chiqueiro. André disse que vovó nos cortaria fora as orelhas e, para nos salvar, planejou uma fuga que, por horas, atarantou meu pai e meus tios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo se passou, nossa imaginação ja não visitava mais tantos mundos nem escutava mais tantas almas penadas. E a vovó, que para mim passou tanto tempo com oitenta e quatro anos, agora tinha noventa. Noventa e um, noventa e dois... E pediu-nos tataranetos. E olhava-me nos olhos e dizia como eram pretos e bonitos, mais bonitos que os dela, que eram cor-de-mel. Até hoje não sei bem porque a vovó era tão apreciadora de cabelos escorridos e pretos, olhos de jabuticaba e pele cor de jambo. Será que foi assim o seu grande amor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, há poucos meses, resolvi apressar-me, pois estava chegando o grande dia, meu e dela: o seu aniversário de cem anos. O dia que sempre quis ver chegar, por capricho infantil, por ter tanto orgulho da minha bisa centenária, que eu sempre achei que fosse eterna, que já vivia eternamente antes de mim e que continuaria depois até... sempre, infinito vezes infinito era a idade dela. Escrevi-lhe uma carta e fiz uma gravação minha lendo-lhe a carta. Era-me crucial que ela soubesse o quanto havia marcado a minha vida, o quanto era parte de mim, o quanto me sentia tão grata e ternamente ligada ela. Que era a senhorinha mais linda de todas, a minha vovó tão divertida e teimosa -- eu tenho sim a quem puxar! E ela soube, acredito eu. A carta foi lida pelo pai, numa de suas últimas visitas a Palmital, poucos semanas depois do falecimento de sua irmã mais nova. Se não compreendeu minhas palavras, creio que as recebeu com aquela alma tão alegre e carinhosa que sempre teve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi assim. Acordei hoje de manhã antes do horário costumeiro de domingos preguiçosos. Acordei tranquila, tinha a mente ativa e tive vontade de ler. Voltei para debaixo das cobertas e, ao terminar 'The Task of the Translator'  do Benjamin, ressoa o telefone. Era aquele aviso, temido por tantos anos. Eu queria que ela tivesse me esperado, só um pouco, só mais alguns meses. Mas ela me ouviu, levou com ela minha mensagem, meu carinho, meu amor. Ela sabia o quanto me era fundamental, o quanto meu breve intervalo de tempo só pode ser contado junto com o dela, com a última parte do seu breve intervalo. Que sorte a minha que nossos intervalos se cruzaram, o meu e o daquela senhorinha vaidosa, que todos os dias de manhã, fosse madrugada ou já houvesse sol, penteava os cabelos, pintava seu rosto e recebia de boa vontade o novo dia que estava prestes a começar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vó, conseguiu me escutar ou falo mais alto? Espero que tenha muito danoninho onde a senhora estiver. Se não tiver, eu levo depois e faço mingau também.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8075774044225720041-4208593482973101856?l=alinnef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alinnef.blogspot.com/feeds/4208593482973101856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2010/02/hoje-e-dia-sete-de-fevereiro-de-dois.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/4208593482973101856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/4208593482973101856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2010/02/hoje-e-dia-sete-de-fevereiro-de-dois.html' title='Sete de Fevereiro de Dois Mil e Dez'/><author><name>Ennila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07714257751115662750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/TIfVxDMOqrI/AAAAAAAABFI/HKZO2rO8t-c/S220/aln.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8075774044225720041.post-7329032828679712874</id><published>2010-01-31T00:10:00.001Z</published><updated>2010-01-31T00:20:13.537Z</updated><title type='text'>Balada do Asfalto -- Zeca Baleiro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/S2TMs0KP25I/AAAAAAAAA90/uxGIfZRzJDw/s1600-h/IMG_3048.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/S2TMs0KP25I/AAAAAAAAA90/uxGIfZRzJDw/s320/IMG_3048.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432692120803597202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Me dê um beijo, meu amor. Só eu vejo o mundo com os meus olhos. Hoje eu tenho cem anos. Hoje eu tenho cem anos e meu coração bate como um pandeiro num samba dobrado. Vou pisando o asfalto entre os automóveis -- mesmo o mais sozinho nunca fica só, sempre haverá um idiota ao redor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me dê um beijo, meu amor. Os sinais estão fechados e trago uns trocados pro café. O futuro se anuncia num outdoor luminoso;   Luminoso o futuro se anuncia num outdoor.&lt;div id="div_letra"&gt;&lt;br /&gt;Há tantos reclamos pelo céu, quase tanto quanto nuvens.Um homem grave vende risos, a voz da noite se insinua -- e aquele filme não sai da minha cabeça. E aquele filme não sai da minha cabeça. &lt;p&gt;Rumino versos de um velho bardo, parece fome o que eu sinto. Eu sinto como se eu seguisse os meus sapatos por aí. Eu sinto como se eu seguisse os meus sapatos por aí.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Há alguns dias atrás vendi minha alma a um velho apache. Não é que eu ache que o mundo tenha salvação, mas como diria o intrépido cowboy, fitando o bandido indócil: A alma é o segredo, a alma é o segredo. A alma é o segredo do negócio.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;         &lt;script type="text/javascript"&gt;  &lt;!--  var google_adnum = 0;  google_ad_client = "pub-9911820215479768";  google_ad_output = "js";  google_max_num_ads = "1";  google_feedback = "on";  google_language = "pt";  //parametros antigos  google_ad_width = 468;  google_ad_height = 60;  google_ad_format = "468x60_as";  google_ad_type = "text";  google_ad_channel ="";  google_color_border = "FFFFFF";  google_color_bg = "FFFFFF";  google_color_link = "006699";  google_color_text = "000000";  google_color_url = "006699";  //--&gt;  &lt;/script&gt;  &lt;script type="text/javascript" src="http://pagead2.googlesyndication.com/pagead/show_ads.js"&gt;&lt;/script&gt;&lt;script src="http://googleads.g.doubleclick.net/pagead/test_domain.js"&gt;&lt;/script&gt;&lt;script&gt;google_protectAndRun("ads_core.google_render_ad", google_handleError, google_render_ad);&lt;/script&gt;&lt;script language="JavaScript1.1" src="http://googleads.g.doubleclick.net/pagead/ads?client=ca-pub-9911820215479768&amp;amp;format=468x60_as&amp;amp;output=js&amp;amp;h=60&amp;amp;w=468&amp;amp;lmt=1264896816&amp;amp;num_ads=1&amp;amp;ad_type=text&amp;amp;ea=0&amp;amp;color_bg=FFFFFF&amp;amp;color_border=FFFFFF&amp;amp;color_link=006699&amp;amp;color_text=000000&amp;amp;color_url=006699&amp;amp;feedback_link=on&amp;amp;flash=10.0.42&amp;amp;hl=pt&amp;amp;url=http%3A%2F%2Fletras.terra.com.br%2Fzeca-baleiro%2F268774%2F&amp;amp;dt=1264896823452&amp;amp;correlator=1264896823454&amp;amp;frm=0&amp;amp;ga_vid=315982100.1255809038&amp;amp;ga_sid=1264896823&amp;amp;ga_hid=1685045471&amp;amp;ga_fc=1&amp;amp;u_tz=0&amp;amp;u_his=2&amp;amp;u_java=1&amp;amp;u_h=800&amp;amp;u_w=1280&amp;amp;u_ah=770&amp;amp;u_aw=1280&amp;amp;u_cd=32&amp;amp;u_nplug=28&amp;amp;u_nmime=120&amp;amp;biw=1263&amp;amp;bih=608&amp;amp;eid=36815003&amp;amp;ref=http%3A%2F%2Fwww.google.com%2Fsearch%3Fq%3Dbalada%2Bdo%2Basfalto%2Bzeca%2Bbaleiro%26ie%3Dutf-8%26oe%3Dutf-8%26aq%3Dt%26rls%3Dorg.mozilla%3Apt-BR%3Aofficial%26client%3Dfirefox-a&amp;amp;fu=0&amp;amp;ifi=1&amp;amp;dtd=28"&gt;&lt;/script&gt;--- Sem mais, porque não precisa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8075774044225720041-7329032828679712874?l=alinnef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alinnef.blogspot.com/feeds/7329032828679712874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2010/01/balada-do-asfalto-zeca-baleiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/7329032828679712874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/7329032828679712874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2010/01/balada-do-asfalto-zeca-baleiro.html' title='Balada do Asfalto -- Zeca Baleiro'/><author><name>Ennila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07714257751115662750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/TIfVxDMOqrI/AAAAAAAABFI/HKZO2rO8t-c/S220/aln.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/S2TMs0KP25I/AAAAAAAAA90/uxGIfZRzJDw/s72-c/IMG_3048.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8075774044225720041.post-4768971440514604359</id><published>2010-01-24T20:01:00.001Z</published><updated>2010-01-24T21:12:34.304Z</updated><title type='text'>Por favor, não me confundam com a Julie</title><content type='html'>Não que eu queria dar uma de Julie Powell -- até porque, depois de ler sobre e assistir a uma entrevista com essa jovem, pareceu-me que queria mais era aproveitar-se da fama garantida por seu blog e seu livro para relatar, no mais novo livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cleaving&lt;/span&gt;, confissões sórdidas de sua vida pessoal. Está bem, fui maldosa. Mas achei de fato que quis aproveitar-se da fama para se vender  --, mas, quem sabe, um aspecto valioso do melhor do filme é a ideia do processo de desalienação culinária. Desculpem-me os vários e densos travessões e parênteses, mas pareceu-me inevitável agrupar tantas observações ao mesmo período.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos começar de novo. Minhas observações lidas e perdoadas, prossigo. Desde que meu pai me ensinou a fazer risoto (al dente, arroz arbório, manteiga, nunca deixar de dar-lhe atenção, afinal é muito ciumento, caldo de carne e assim vamos nós), nunca mais consegui comer risotos em restaurantes. Sempre me frustrava: o tipo de arroz não estava correto, ou havia passado do ponto, ou, todos os fatores anteriores reunidos, era só um empapado sem sabor. Quando se conhecem as etapas de preparação de um alimento, desenvolve-se um olhar médico-artístico (por falta de um adjetivo) sobre a comida e é quase impossível não estar fadado a se tornar um chato incurável. É o seu destino, o conhecimento rompeu todo o conforto e a segurança que as suas vagas impressões gustativas outrora lhe asseguravam. A infância chegou ao derradeiro suspiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, ao mesmo tempo, desenvolve-se um imenso prazer ao cozinhar. Essa atividade torna-se uma verdadeira recreação num fim de semana chuvoso, numa reunião de amigos ou, simplesmente, quando se sente vontade de comer algo... distinto. Residente de um desses países onde se deve desvencilhar do estoque que não é mais a última novidade nas lojas, deparei-me com belos livros de culinária (de capa dura e lindas fotos) na WHSmith por uma bagatela de 5 libras -- custava antes 25. Decidi-me por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Marie Claire Kitchen: The Ultimate Recipe Collection &lt;/span&gt;(Michelle Cranston 2004) -- e por que os manuais e enciclopédias têm sempre que ser 'ultimate' ou 'the ever best' ou 'the breath-taking' ou ou ou? A palavra final veio da sedução pelas fotos do livro que transformam receitas básicas e essenciais em requinte e, por isso, não posso deixar de atribuir os créditos à fotógrafa Petrina Tinslay (http://www.petrinatinslayphotography.com.au/folio.htm).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sempre cozinho comidas salgadas, resolvi experimentar algo que adoçasse o meu dia. Hoje foi a vez dos clássicos muffins de maçã verde e blueberries. Como achei o preço do blueberry abusivo (sim, até aqui), fiz uma troca: maçã verde e ameixas. A troca foi pertinente: as ameixas possuem uma nota azedinha como a dos blueberries. Houve uma falha: a falta de intimidade com o meu forno que deixou os muffins (ligeiramente!) tostadinhos por cima... Mas a textura ficou macia como a dos melhores que já comi que, diga-se de passagem, foram feitos em casa por um amigo da universidade que os distribuia entre os colegas durante a graduação quando queriam recuperar-se emergencialmente de um estado... enfatuado por ervas verdes. Anetodas à parte, numa era em que o mundo parece esquecer-se das etapas da arte de cozinhar e em que as refeições vêm tediosamente prontas embaladas em latas, plásticos ou papelões, entretenho-me, sempre que possível, com a meu recém-iniciado ritual de desalienação culinária.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8075774044225720041-4768971440514604359?l=alinnef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alinnef.blogspot.com/feeds/4768971440514604359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2010/01/por-favor-nao-me-confundam-com-julie.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/4768971440514604359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/4768971440514604359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2010/01/por-favor-nao-me-confundam-com-julie.html' title='Por favor, não me confundam com a Julie'/><author><name>Ennila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07714257751115662750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/TIfVxDMOqrI/AAAAAAAABFI/HKZO2rO8t-c/S220/aln.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8075774044225720041.post-1835568645778649733</id><published>2010-01-22T00:30:00.000Z</published><updated>2010-01-22T03:06:01.740Z</updated><title type='text'>Sobre 'Blasted', de Sarah Kane</title><content type='html'>Nesta chuvosa noite de inverno irlandês, inebriada por um pouco de vinho branco, lia a peça da dramaturga inglesa que morreu pouco depois de terminar de escrever seu quinto trabalho, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;4.48 Psychosis&lt;/span&gt;. A estreia dessa última peça deu-se em 2000, no Royal Court Jerwood Theatre, um ano após seu suicídio. Seja a arte uma figuração da vida e esteja a arte indissociavelmente mesclada ao que é de mais íntimo e pessoal do autor ou não, nessa última peça, Sarah Kane narra a trajetória interna que leva a personagem ao sucidío e comete-o em seguida. Mas não estou aqui para escrever sobre &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Psychosis 4.48, &lt;/span&gt;mas sobre a primeira peça de Kane, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Blasted. &lt;/span&gt;Senti-me estilhaçada por dentro depois de lê-la. Kane devia estar muito ciente do que queria fazer com aquelas palavras, com a escolha do título. A peça narra ruínas à volta das personagens que parecem ser uma consequência das ruínas da alma. Escrever sobre essa peça que acabo de ler ou não? Relutei, escrevi, apaguei e re-escrevi várias linhas de tão chocante que me foi, mas acho que precisava colocá-la fora de mim, dissipá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Blasted &lt;/span&gt;&lt;span&gt;(1992)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;span&gt;Kane&lt;/span&gt; transporta a guerra balcânica, contemporânea daquela época, à Inglaterra. Ela traz a violência, aquela justificada por amor à pátria, por amor à ordem, o estilhaçamento da vida, por dentro e por fora das personagens, à realidade britânica. Um homem mais velho leva sua ex-namorada vinte anos mais nova a um quarto de hotel. Ela, ingênua, acompanha-o por comiseração. Ele parecia infeliz. Ele aproveita-se de sua fragilidade, de suas convulsões epilépticas para saciar a voracidade de seu instinto animal -- invariavelmente justificado pelo adjetivo masculino 'masculino', cujo sentido é invariavelmente ampliado por 'masculinidade'. Na manhã seguinte, um soldado bate à porta. Não estamos mais em Leeds, Inglaterra, estamos na Bósnia. Ou quem sabe a Inglaterra sempre foi a Bósnia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A transição entre as cenas (trata-se de uma peça de um ato com cinco cenas) é demarcada pela chuva, que começa cálida como aquela trazida pela primavera, é intensificada pela estrondosa chuva de verão, o que demarca a mais grotesca das atrocidades ocorridas, e termina calidamente, encerrando o ciclo, com uma chuva de outono. O violador foi violado por um dos peões da guerra que representa também aqueles que sofreram acusações racistas da parte do violador da jovem de 20 e poucos anos, um galês meio inglês. Todos são maus, todos são bons, todos são fortes, todos são frágeis, todos usam máscaras, todos choram como bebês. O violador agora pede carinho, pede comiseração e morre, com a chuva que lava e tudo leva... Leva quase tudo, mas deixa os seus espectadores desolados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Blasted &lt;/span&gt;é um soco no estômago que produz um vômito sangrento. A arte vomita a vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8075774044225720041-1835568645778649733?l=alinnef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alinnef.blogspot.com/feeds/1835568645778649733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2010/01/blasted-by-sarah-kane.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/1835568645778649733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/1835568645778649733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2010/01/blasted-by-sarah-kane.html' title='Sobre &apos;Blasted&apos;, de Sarah Kane'/><author><name>Ennila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07714257751115662750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/TIfVxDMOqrI/AAAAAAAABFI/HKZO2rO8t-c/S220/aln.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8075774044225720041.post-2978441690692982270</id><published>2010-01-13T19:50:00.000Z</published><updated>2010-01-13T20:09:26.711Z</updated><title type='text'>Eveline</title><content type='html'>Ontem foi a vez de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eveline&lt;/span&gt; de James Joyce. Curto conto que se passa pelas lentes da memória da protagonista, que pondera sobre o seu passado recostada à janela da velha casa. Lembra-se da violência sofrida na infância, mas parece vê-la como cicatrizes num corpo que já não sente mais a dor da ferida. Decide partir com o namorado (que não sabe se ama, diga-se de passagem) de navio a Buenos Aires em busca de novos ares. E no fim... A inércia não a permite partir. Segura-se com todas as forças às barras de ferro do porto e nada a tira de lá. Como toda boa e frustrante narrativa que gera fortes expectativas em seus leitores, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eveline &lt;/span&gt;desaponta no fim e revela a tendência de alguns de permanecerem sob as mesmas condições. Reelaboro: revela a tendência de todos nós, em algum momento da vida, em alguma faceta nossa, de ter aversão à mudança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto estar a repetir-me, parece que já escrevi sobre isso mais de uma vez. Pareço estar resistente a mudar também. Enquanto desastres naturais assolam dezenas de milhares de vidas humanas no Haiti, aborreço-me com a arte de revisar trechos do primeiro capítulo da minha tese.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8075774044225720041-2978441690692982270?l=alinnef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alinnef.blogspot.com/feeds/2978441690692982270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2010/01/eveline.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/2978441690692982270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/2978441690692982270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2010/01/eveline.html' title='Eveline'/><author><name>Ennila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07714257751115662750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/TIfVxDMOqrI/AAAAAAAABFI/HKZO2rO8t-c/S220/aln.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8075774044225720041.post-5753888215993520702</id><published>2010-01-12T21:01:00.000Z</published><updated>2010-01-12T21:19:18.925Z</updated><title type='text'>Com candura</title><content type='html'>Hoje terminei de ler &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cândido&lt;/span&gt; do Voltaire. Recomendo-o a toda a humanidade. Penso que é um livro para ser relido de tempos em tempos. Não vou citar nenhum trecho pomposo para propagandea-lo. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cândido&lt;/span&gt; tem de ser apreciado de acordo com o "como" do desencadeamento dos eventos e as relações ou não-relações entre eles. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cândido &lt;/span&gt;pode parecer (e é, em diversas instâncias) singelo, como de fato se comporta o protagonista eponímico, mas existe nessa singeleza a aguda observação dos comportamentos humanos. Essa singeleza revela uma teia suficientemente complexa para envolver o leitor mais dostoieviskiano. Quem me dera ter mais candura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8075774044225720041-5753888215993520702?l=alinnef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alinnef.blogspot.com/feeds/5753888215993520702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2010/01/com-candura.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/5753888215993520702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/5753888215993520702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2010/01/com-candura.html' title='Com candura'/><author><name>Ennila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07714257751115662750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/TIfVxDMOqrI/AAAAAAAABFI/HKZO2rO8t-c/S220/aln.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8075774044225720041.post-4041004682677784726</id><published>2010-01-10T20:30:00.000Z</published><updated>2010-01-10T22:15:09.501Z</updated><title type='text'>Sobre como e quando decidiu começar a jogar rpg</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/S0pMJCfm5-I/AAAAAAAAA24/bqznRv5QiwE/s1600-h/IMG_6986.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/S0pMJCfm5-I/AAAAAAAAA24/bqznRv5QiwE/s320/IMG_6986.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425232419293161442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Redescobriu um prazer tão infantil nas estórias de seres e lugares inventados. O lugar das fábulas celtas, onde vikings (ou "víquingue", em bom português!) nórdicos sentam-se em volta do fogo para compreender como os primeiros pássaros pretos vieram à Irlanda e como, fabulosamente, procriaram debaixo do chapéu do nadador que os trazia diretamente da Noruega, por horas a fio percorrendo as águas congelantes do Norte. Lá do Norte do Mundo. Esses seres eram grandes, tinham barbas e cabelos compridos de cor de fogo. Eram brutos e selvagens, mas tão desengonçados e pueris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também possuía imenso prazer no lugar onde habitavam seres belos e esguios, que viviam em plena harmonia com tudo o que os rodeava. Árvores flutuantes, cachoeiras tão altas cujas águas evaporavam ainda antes de tocar o chão, caramanchões cujas folhas continham as vozes de seus ancestrais, que já haviam devolvido à Terra a energia que um dia tomaram emprestada. Seres esses que sabiam quando matar outros seres ou quando lhes deixar ir em paz. E mesmo o ato de matar era solene, seguido por um ritual de reverência à Terra. A Terra, a Mãe que gerou, que garantiu a vida e a existência e agora transforma a existência em energia a outrem, ou de volta a si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divertia-se com as fantasias a que assistia agora, em sua jovem vida adulta, em filmes e desenhos e com as que lia em livros ilustrados para crianças. Lembrava-se com carinho das brincadeiras com os primos no interior das Minas Gerais: das estórias da alma da noiva de branco que os assombrava à noite na casa onde o pé-direito era alto e não havia forro. A alma da noiva de branco atravessava os quartos, pelo telhado alto sem forro. Ela e os primos dormiam em quartos distintos, mas podiam comunicar-se justamente por causa do teto sem forro. Sussurram e escutavam-se comentando sobre a tal da noiva. Sabiam que a alma da noiva na verdade eram os morcegos que habitavam a casa durante a madrugada, mas, quem sabe, eram os morcegos e a noiva também. Durante o dia, acreditavam que a noiva estaria na única capela da cidade. Nunca tiveram coragem de entrar lá. Lembrava-se de que, antes mesmo dessas invenções com os primos, quando ia à praia com o pai, o irmão e a avó paterna nas férias, acreditava escutar vozes de pessoas perdidas no fundo do mar. Comunicavam pelas conchas o seu fado e a sua saudade, para sempre habitantes das vastas águas. Dizia para o pai que sim, que escutava as mensagens desses seres e que sabia do que precisavam. Dizia isso para o irmão e ele não contestava. O irmão reportava as narrativas da irmã ao pai e acentuava a credibilidade das vozes das conchas. Depois saía por aí, contando números infinitos, que até hoje não parou de contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lembranças das suas próprias invenções infantis e das novas-velhas invenções que experimentava em sua jovem vida adulta fizeram-na considerar o alto percentual de sonho que resiste em sua existência. É habitante de diversos mundos, visita-os de tempos em tempos. Inclusive este.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8075774044225720041-4041004682677784726?l=alinnef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alinnef.blogspot.com/feeds/4041004682677784726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2010/01/como-e-quando-decidiu-ser-jogadora-de.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/4041004682677784726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/4041004682677784726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2010/01/como-e-quando-decidiu-ser-jogadora-de.html' title='Sobre como e quando decidiu começar a jogar rpg'/><author><name>Ennila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07714257751115662750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/TIfVxDMOqrI/AAAAAAAABFI/HKZO2rO8t-c/S220/aln.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/S0pMJCfm5-I/AAAAAAAAA24/bqznRv5QiwE/s72-c/IMG_6986.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8075774044225720041.post-6081689666540102666</id><published>2009-12-23T16:03:00.000Z</published><updated>2009-12-23T16:19:02.427Z</updated><title type='text'>Robert W. Corrigan</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/SzJCSfEJUlI/AAAAAAAAAww/LMWwG5gDyhw/s1600-h/Munch.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 250px; height: 208px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/SzJCSfEJUlI/AAAAAAAAAww/LMWwG5gDyhw/s320/Munch.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418466187024093778" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A man, who used to write with passion for the theatre and about the theatre, once beautifully stated:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Surely the emotional force of the actor's performance -- that quality which moves an audience -- resides in the fact that it possesses a mortality of its own, that it is gone into the past as irrevocably as any human action.' (Corrigan 1961: 99).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I wish I had met him (by the way, we was the founder of the Tisch School of Arts at NYU).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Why do the good ones have to die young? And so he did, but his words are not as mortal as any human action.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Picture credits: Edvard Munch (1893-1894) - "Vampyr")&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8075774044225720041-6081689666540102666?l=alinnef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alinnef.blogspot.com/feeds/6081689666540102666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2009/12/robert-w-corrigan.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/6081689666540102666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/6081689666540102666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2009/12/robert-w-corrigan.html' title='Robert W. Corrigan'/><author><name>Ennila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07714257751115662750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/TIfVxDMOqrI/AAAAAAAABFI/HKZO2rO8t-c/S220/aln.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/SzJCSfEJUlI/AAAAAAAAAww/LMWwG5gDyhw/s72-c/Munch.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8075774044225720041.post-7691373786401732190</id><published>2009-12-20T07:48:00.000Z</published><updated>2009-12-20T07:49:28.198Z</updated><title type='text'>O silêncio</title><content type='html'>&lt;div style="margin: 0px auto 10px; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/Sy3WwvM7e9I/AAAAAAAAAvw/ZogsHO_ciUE/s1600-h/IMG_6338.JPG"&gt;&lt;img alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/Sy3WwvM7e9I/AAAAAAAAAvw/ZogsHO_ciUE/s320/IMG_6338.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Domingo de manhã em Belfast, quando a terra virou o céu, e o céu virou a terra.&lt;div style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://picasa.google.com/blogger/" target="ext"&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/pbp.gif" alt="Posted by Picasa" style="border: 0px none ; padding: 0px; background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: border; -moz-background-origin: padding; -moz-background-inline-policy: continuous;" align="middle" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8075774044225720041-7691373786401732190?l=alinnef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alinnef.blogspot.com/feeds/7691373786401732190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2009/12/domingo-de-manha-em-belfast-quando.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/7691373786401732190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/7691373786401732190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2009/12/domingo-de-manha-em-belfast-quando.html' title='O silêncio'/><author><name>Ennila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07714257751115662750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/TIfVxDMOqrI/AAAAAAAABFI/HKZO2rO8t-c/S220/aln.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/Sy3WwvM7e9I/AAAAAAAAAvw/ZogsHO_ciUE/s72-c/IMG_6338.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8075774044225720041.post-7477009392501564083</id><published>2009-12-08T18:50:00.000Z</published><updated>2010-01-03T23:24:02.125Z</updated><title type='text'>Brian Friel e a Rússia dos seus sonhos</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Abandono, abandono, isso não se faz. Abando deste espaço de divagações, isso não se faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana passada, li um artigo sobre o modo como Brian Friel identifica-se com a Rússia de Chekhov e de Turgenev. Sobre como toda aquela melancolia transpõe às barreiras nacionais e ecoa tão pungentemente no coração irlandês. Algumas citações nesse artigo levaram-me a um livro de algumas entrevistas com o Friel e excertos de diários. Preciosos pensamentos perdidos, meditações entre um dia e outro em meio à angústia da produção criativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E segue um excerto do diário do Friel de 2 de junho de 1977, em minha voz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O que faz de Chekhov acessível aos ma&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;is diverso&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;s tipos de pessoas por mais de 180 anos é a sua proposta de tristeza, a familiaridade da melancolia -- em detrimento da designação capciosa que seu trabalho recebe de 'Comédia'. A tristeza e a melancolia conforta&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;m&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  lang="EN-US" &gt;. Mas a tragédia não. A tragédia pode por desfechos. Chekhov temia desfechos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o mais curioso é que Friel fez uma versão de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;As Três Irmãs &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;sem entender uma palavra de russo. Reuniu cinco traduções da peça em inglês padrão e criou a sua própria. Uma versão chekhvoviana-irlandesa. Ele acreditava que havia algo além da compreensão da língua na qual a peça foi originalmente criada. Ele procurava significados e essências, ritmo e fluidez.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8075774044225720041-7477009392501564083?l=alinnef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alinnef.blogspot.com/feeds/7477009392501564083/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2009/12/brian-friel-e-russia-dos-seus-sonhos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/7477009392501564083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/7477009392501564083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2009/12/brian-friel-e-russia-dos-seus-sonhos.html' title='Brian Friel e a Rússia dos seus sonhos'/><author><name>Ennila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07714257751115662750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/TIfVxDMOqrI/AAAAAAAABFI/HKZO2rO8t-c/S220/aln.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8075774044225720041.post-2170279747304791550</id><published>2009-10-08T19:40:00.000+01:00</published><updated>2009-10-08T19:55:12.854+01:00</updated><title type='text'>Um pequeno furto</title><content type='html'>"Amo aquele cuja alma é profunda também na mágoa e pode perecer de uma pequena ocorrência pessoal: assim transpõe a ponte de bom grado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amo aquele cuja alma é transbordante, que se esquese de si mesmo e que todas as coisas estão nele: assim, todas as coisas tornam-se o seu ocaso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) Amo todos aqueles que são como pesadas gotas caindo, uma a uma, da negra nuvem que paira sobre os homens: prenunciam a chegada do raio e perecem como prenunciadores." (Prólogo de Zaratustra)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"I love him whose soul is deep in his ability to be wounded, and whom even a little thing can destroy: thus he is glad to go over the bridge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I love him whose soul is overfull, so that he forgets himself and all things are in him: thus all things become his downfall.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) I love all those who are like heavy drops falling singly from the dark cloud that hangs over mankind: they prophesy the coming of the lightning and as prophets they perish." (Zarathustra's Prologue)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais contribuições?...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8075774044225720041-2170279747304791550?l=alinnef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alinnef.blogspot.com/feeds/2170279747304791550/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2009/10/um-pequeno-furto.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/2170279747304791550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/2170279747304791550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2009/10/um-pequeno-furto.html' title='Um pequeno furto'/><author><name>Ennila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07714257751115662750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/TIfVxDMOqrI/AAAAAAAABFI/HKZO2rO8t-c/S220/aln.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8075774044225720041.post-8445555403947775655</id><published>2009-09-16T16:43:00.000+01:00</published><updated>2009-09-17T21:41:44.054+01:00</updated><title type='text'>Um texto um pouco duro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/SrERPWWQgXI/AAAAAAAAAYU/QqmF1-S-1DY/s1600-h/DSC01532.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/SrERPWWQgXI/AAAAAAAAAYU/QqmF1-S-1DY/s320/DSC01532.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382101985079099762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez, encontrava-me numa situação já vivida. Acreditava que sim, alguns eventos podem repetir-se, mas vêm sempre vestidos de roupagens distintas. E essa vez parecia confirmar minha hipótese sobre as repetições: agora, seria um pouco mais intelectualmente madura do que outrora, mas tinha dúvidas sobre a maturidade de minhas emoções e, conseqüentemente, de minhas ansiedades. No entanto, a situação era nova e, por isso, não poderia tomar por certo que lidaria com o problema com mais facilidade -- não era uma fase mais avançada do mesmo jogo; era outro jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retomo: 'Acreditava que sim, alguns eventos podem repetir-se, mas vêm sempre vestidos de roupagens distintas.' Divaguei em direção às sensações provocadas pelos eventos, mas minha proposição, na verdade, disserta sobre os eventos, elementos externos a mim, o ser, o indivíduo, a personagem da narrativa, e por conseguinte, os eventos são externos às sensações. Vamos aos eventos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os eventos podem ser condensados em um só (sozinho e somente): possuir muitas idéias e muitos caminhos em mente, mas não conseguir libertá-los. Não conseguir traduzir as idéias amorfas em palavras, ou, quem sabe até, em desenhos. E o desespero por traduzi-las existe porque é preciso estabelecer comunicação com outrem. Portanto, preciso de palavras organizadas de acordo com uma estrutura socialmente aceitável e adequada. Uma estrutura criativa, mas que se limita às convenções institucionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retomo agora outro trecho: 'Não conseguir traduzir as idéias amorfas.' As idéias quando ainda não têm corpo, precisam dessa forma para tornarem-se sociáveis e não serem tão somente uma angústia individual. Aliás, nesse caso, a tarefa do indivíduo, a minha tarefa, é transformar as angústias em explicações. A partir desse processo, poderei sobre as angústias com a frieza ou a neutralidade da razão. Produziu-se conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E penso em Zaratustra, que, de alguma forma fala disso mas com olhos voltados a tempos primordiais: 'Porque o medo -- é o sentimento hereditário e fundamental do homem; pelo medo, tudo se explica, o pecado original e a virtude original. Do medo nasceu também a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;minha&lt;/span&gt; virtude, que se chama: ciência. O medo, precisamente dos animais bravios -- é esse que há mais tempo se incutiu no homem e inclui o medo do animal que ele esconde em si mesmo e teme -- o animal interior, chama-lhe Zaratustra.' (Nietzsche, trad. Mário da Silva, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Assim falou Zaratustra&lt;/span&gt;, p. 353)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se a invocação a Nietzsche deveria ter sido posta antes ou após o texto como fi-lo. Percebo que os parágrafos deste texto poderiam ser reorganizados em ordens diversas. Desabafo e invoco Zaratustra em meio aos emaranhados caminhos phdianos. Procurei Nietzsche inicialmente porque tinha em mente 'o eterno retorno', mas esse texto tomou seu próprio rumo e deu forma a si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não fui eu quem criou o mundo, ele se criou sozinho. No princípio, eram as idéias. As idéias eram sem forma e abstratas. A narradora desabafou: "essa velha angústia eterniza o ensaio que precede a apresentação, a troca com o público, o social. Faça-se um corpo." E assim um corpo se fez, num vomitar de palavras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8075774044225720041-8445555403947775655?l=alinnef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alinnef.blogspot.com/feeds/8445555403947775655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2009/09/um-texto-um-pouco-duro-e-uma-verdade-o.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/8445555403947775655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/8445555403947775655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2009/09/um-texto-um-pouco-duro-e-uma-verdade-o.html' title='Um texto um pouco duro'/><author><name>Ennila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07714257751115662750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/TIfVxDMOqrI/AAAAAAAABFI/HKZO2rO8t-c/S220/aln.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/SrERPWWQgXI/AAAAAAAAAYU/QqmF1-S-1DY/s72-c/DSC01532.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8075774044225720041.post-7278659734969825737</id><published>2009-09-08T03:10:00.000+01:00</published><updated>2009-09-08T12:59:35.229+01:00</updated><title type='text'>Dos telefones e das pastagens</title><content type='html'>Em meio às pastagens verdejantes do norte, bem do norte, onde o verde da relva aponta o fim, de onde se avista uma outra ilha, mas bem se sabe que lá também é o fim, e que depois dela acaba, lá havia um telefone amarelo. Amarelo e público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/SqVMqPs_OyI/AAAAAAAAAVs/O0FF53sdBXI/s1600-h/IMG_4490.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/SqVMqPs_OyI/AAAAAAAAAVs/O0FF53sdBXI/s320/IMG_4490.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378789618617367330" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão público era que não podia ser usado em ocasiões ordinárias. Somente sob concessão do extraordinário: caso acordasse o gigante cuja calçada fora pavimentada já há tantos milhares anos. Nesse caso, no caso de o gigante irromper das pastagens que se confundem com o fim e decidir sobreerguer a calçada, aí sim o telefone público e amarelo deverá ser utilizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ainda não compreendo muito bem. Não sei bem se é calçada ou se é uma pilha de moedas, ou se é ainda uma calçada de pilha de moedas. Afinal, o gigante economizava uns trocados (que, para o gigante, são apenas uns trocados) ou provia pavimento para os pés dele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/SqVNauGqqKI/AAAAAAAAAV0/WsAUiGNn2YM/s1600-h/IMG_4489.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/SqVNauGqqKI/AAAAAAAAAV0/WsAUiGNn2YM/s320/IMG_4489.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378790451411855522" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até hoje não sei, não me decidi. Quando me decidir, acreditarei e assim contarei a estória da próxima vez: era uma vez, um telefone amarelo e público em meio às relvas do fim, da relva que, quando se observa o horizonte com tento, confunde-se com o fim, o fim do mundo, onde o nada passa a existir. Lá, o gigante guardou seus trocados para...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/SqVNbNn7GRI/AAAAAAAAAV8/gtFR79AbBuw/s1600-h/IMG_4563.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/SqVNbNn7GRI/AAAAAAAAAV8/gtFR79AbBuw/s320/IMG_4563.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378790459872844050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8075774044225720041-7278659734969825737?l=alinnef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alinnef.blogspot.com/feeds/7278659734969825737/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2009/09/dos-telefones-e-das-pastagens.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/7278659734969825737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/7278659734969825737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2009/09/dos-telefones-e-das-pastagens.html' title='Dos telefones e das pastagens'/><author><name>Ennila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07714257751115662750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/TIfVxDMOqrI/AAAAAAAABFI/HKZO2rO8t-c/S220/aln.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/SqVMqPs_OyI/AAAAAAAAAVs/O0FF53sdBXI/s72-c/IMG_4490.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8075774044225720041.post-8701051900844280287</id><published>2009-09-03T16:26:00.000+01:00</published><updated>2009-09-07T18:43:02.846+01:00</updated><title type='text'>Soltos e bêbados</title><content type='html'>Escrever ou submeter meus pensamentos a uma morte anestesiada, eis a questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como os sonhos que, quando não relembrados logo que se acorda, se vão, passam como a sombra de um bêbado trôpego à luz de um poste molhado pela chuva da noite, assim. Assim como os tais dos sonhos, são os pensamentos precedentes ao texto, que se esvaem como os sonhos e as sombras dos bêbados e também como. Como minhas ideias que acabam de falecer. Des-falecem. Desmaiam de tanta ansiedade. Às vezes se escondem na esquina escura dos meus entrelaços neurais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num bar situado numa rua aliada à Coroa, ou seja, num bar aliado à Coroa, onde não se recomenda perguntar sobre futebol gaélico, vieram e foram-se vários desses pensamentos. Lá se pode perguntar sobre rugby, por ser um jogo pertinente à cultura da Coroa. Pode-se também assistir ao velho Hurricane, antigo fenômeno da sinuca norte-irlandesa, aclamado por aliados e des-aliados da Coroa. Lá, o velho Hurricane senta-se com o seu jornal local e faz cruzadinhas assistindo à partida de rugby. Enquanto mira o aparelho televisor a sua frente, uma senhora, sentada a sua frente, logo abaixo do daquele mesmo aparelho televisor, grunhe um pedaço de comunicação assassinado pelo cigarro e pelos anos. Ah, mas não perdeu a vitalidade. Violentamente grunhe, provoca o velho Hurricane tão empenhado em suas cruzadinhas e no aparelho televisor. Invejosamente grunhe a senhora de óculos sobrepostos à ponta do nariz e com a mão ocupada por copo de pouco mais de meio litro de cerveja. Ela queria que fosse ela. O velho Hurricane levanta-se, irritado, e ameaça fazer jorrar a loura cerveja sobre os louros cabelos da velha senhora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repete-se diariamente o episódio narrado no bar aliado à Coroa, na rua do Donegal, no cruzamento com a fileira do Sandy. Às vezes o jogo que passa no aparelho televisor muda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À sentença da morte anestesiada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8075774044225720041-8701051900844280287?l=alinnef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alinnef.blogspot.com/feeds/8701051900844280287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2009/09/soltos-e-bebados.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/8701051900844280287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/8701051900844280287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2009/09/soltos-e-bebados.html' title='Soltos e bêbados'/><author><name>Ennila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07714257751115662750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/TIfVxDMOqrI/AAAAAAAABFI/HKZO2rO8t-c/S220/aln.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8075774044225720041.post-7725984589148722880</id><published>2009-08-19T18:18:00.000+01:00</published><updated>2009-08-26T15:00:20.600+01:00</updated><title type='text'>It just dawned on me</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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Os excertos expostos abaixo evocam um sentimento quase conformado da existência. Digo 'quase' porque existe ao menos reflexão e a mera existência dessa revela uma consciência, o príncipio desencadeador de uma mudança. Ainda assim, creio que ambas se constroem tragicamente, pois, mesmo dotadas de consciência, caminham com a mesma placidez ignóbil de sempre.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: 200%; font-family: trebuchet ms;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;(1) RUPSA: […] (&lt;i&gt;Dreamily, absent-minded&lt;/i&gt;) All of us are changing so! In the sun, in the rain, and burning up in the heat from this endless walking, this wandering about… something is happening to all of us…&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: 200%; font-family: trebuchet ms;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;(2) CURTAINS: They fell deeply even. The man put it down to the accident of birth, the boredom of the path and the finality of death.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;The men nod.&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;The woman put it down to the perfume, the lipstick and the finality of the tit.&lt;i&gt;&lt;br /&gt;The woman nod.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: 200%; font-family: trebuchet ms;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: 200%; font-family: trebuchet ms;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;CURTAINS: They agreed to be silent. They were ashamed, for the man and the woman had become like two people anywhere, walking low in the dark through a dead universe. There seemed no reason to go on. There seemed no reason to stop.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US"  style="font-size:85%;"&gt; [...]&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: 200%; font-family: trebuchet ms;font-family:georgia;"&gt;&lt;span lang="EN-US"  style="font-size:85%;"&gt;CURTAINS: [...] One day the man looked out of his window. 'It's time,' he said. So he got up on his bicycle and he rode all over the earth and he cycled all over the sea. One evening as he was flying over the highways he saw the woman in his path. 'Get out of my road,' the man said, 'I can knock her down or I can stop.' He did both. 'You,' she said, 'if you have courage, get off you bicycle and come with me.' (2)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: 200%; font-family: trebuchet ms;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;(1) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Nabaneeta Dev Sen, ‘Medea’ in Tutun Mukherjee (ed.) &lt;i&gt;Staging Resistance: Plays by Women in Translation&lt;/i&gt; (New Dehli, India: Oxford, 2005: 92-93).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="georgia" style="line-height: 200%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;(2) &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-size:85%;" &gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Marina Carr, 'Low in the Dark' in Plays One (London: Faber &amp;amp; Faber, 2005: 57, 59, 99)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US"  style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8075774044225720041-7725984589148722880?l=alinnef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alinnef.blogspot.com/feeds/7725984589148722880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2009/08/it-just-dawned-on-me.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/7725984589148722880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/7725984589148722880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2009/08/it-just-dawned-on-me.html' title='It just dawned on me'/><author><name>Ennila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07714257751115662750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/TIfVxDMOqrI/AAAAAAAABFI/HKZO2rO8t-c/S220/aln.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8075774044225720041.post-6884585398641661012</id><published>2009-08-17T17:53:00.000+01:00</published><updated>2009-08-17T18:33:24.944+01:00</updated><title type='text'>Rebote</title><content type='html'>Feliz, ao rever suas primas, apesar de não compreender muito bem porque as três estavam ali reunidas -- afinal de contas, elas sequer se conheciam --, X. não contestou nem conjecturou muito. Duas eram filhas de suas tias maternas e uma era filha de seu tio paterno. Avistavam uma bela praia da janela do apartamento localizado imprecisamente ali, no décimo primeiro andar. Não, não se recordava do andar. Recordava que era alto, muito alto, avistava a praia, quase vazia e uma espessa nuvem preta à esquerda na paisagem. A nuvem era tão espessa e tão escura que parecia haver somente o nada à esquerda ou, talvez, mais do que isso, o desconhecido. Ou talvez o nada e o desconhecido fossem o mesmo, mas ela não entendia essas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram à praia. Contentes estavam pelo sol que havia sobre elas, já que estavam do lado direito, e entraram no mar. X. só abriu os olhos novamente para sentir a incansável correnteza. Mas X. não precisava abrir os olhos para isso. Mas foi assim, só depois de abrir os olhos é que apercebeu-se da correnteza e teve medo e, com o medo, sentiu-se ansiosa. A sua frente havia um salva-vidas que parecia estático, parecia inafetado pela intensa correnteza que X. sentia. Mas o salva-vidas sentia a correnteza também, apesar de parecer congelado como uma fotografia. Sua expressão era congeladamente fotográfica, até que balançou a cabeça sinalizando que não a ajudaria, ele estava na mesma água que ela, sendo puxado pela mesma correnteza, mas parecia tão de fora. É claro, X., em seu desespero egoísta, não se deu conta de que outros poderiam sentir o mesmo desespero ao mesmo tempo que ela e, por isso mesmo, não tinham forças para ajudá-la. Não, X. não pensou nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desistiu de lutar e deixou-se levar pela água, cuja força e vivacidade pareciam brotar de um organismo em expansão que ensaiava explodir. X. fechou os olhos novamente. Não porque decidiu fazer isso, mas porque seu corpo fê-lo por ela. Fechar os olhos não era uma decisão a ser tomada, não era um ponto sobre o qual pensar. Ele simplesmente aconteceu e ela só se deu conta depois. O que via agora era a escuridão vazia que a chacoalhava. Não, isso ela pensou depois. Nada chacoalhava na escuridão. A escuridão era imóvel como uma fotografia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abriu os olhos novamente. Estava na água, que já não se movia mais, e sabia que abaixo de seus pés havia asfalto. Olhou em volta, tudo estava em seu lugar, apesar de estranhar um pouco, mas nem tanto, a água ao redor. Ali estavam os bancos à sombra das árvores na calçada que ficava rente à praia, que agora estava abaixo da água e não podia ser vista, mas seria possível caminhar sobre ela, se X. assim quisesse. Mas X. nem pensou nisso. Levantou-se e fechou os olhos, desta vez, porque acordou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8075774044225720041-6884585398641661012?l=alinnef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alinnef.blogspot.com/feeds/6884585398641661012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2009/08/feliz-ao-rever-suas-primas-apesar-de.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/6884585398641661012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/6884585398641661012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2009/08/feliz-ao-rever-suas-primas-apesar-de.html' title='Rebote'/><author><name>Ennila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07714257751115662750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/TIfVxDMOqrI/AAAAAAAABFI/HKZO2rO8t-c/S220/aln.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8075774044225720041.post-1130039618844107071</id><published>2009-06-02T15:49:00.000+01:00</published><updated>2009-08-17T17:32:51.928+01:00</updated><title type='text'>Sobre as histórias que contamos e ouvimos</title><content type='html'>‘[History] is not “about” the past as such, but rather about our ways of creating meanings from the scattered and profoundly meaningless debris we find around us … There is no story &lt;span style="font-style: italic;"&gt;there&lt;/span&gt; to be gotten straight; any story must arise from the act of contemplation.’ (Kellner, 1989: 10 as cited in Baker, 2006: 16)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Condoída pelos últimos eventos areonáuticos e refletindo sobre o status de veracidade que teima em separar a ficção da ciência, imagino que sejam diversas as verdades e que as narrativas sejam as várias verdades que as pessoas criam e recriam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo-me assim: no meio desses restos de poltronas, boias, latas de querosene e óleo que formam o passado. E o passado é a tentativa de estórias que são a reunião de todos esses meus escombros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8075774044225720041-1130039618844107071?l=alinnef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alinnef.blogspot.com/feeds/1130039618844107071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2009/06/sobre-as-historias-que-contamos-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/1130039618844107071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/1130039618844107071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2009/06/sobre-as-historias-que-contamos-e.html' title='Sobre as histórias que contamos e ouvimos'/><author><name>Ennila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07714257751115662750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/TIfVxDMOqrI/AAAAAAAABFI/HKZO2rO8t-c/S220/aln.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8075774044225720041.post-3881242814476693464</id><published>2009-05-22T18:46:00.000+01:00</published><updated>2009-09-03T16:54:55.108+01:00</updated><title type='text'>22 de maio de 2009, impressões de um primeiro mês</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/SomJ_ILQ8rI/AAAAAAAAALs/YWHRYZQRNWc/s1600-h/IMG_5632.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/SomJ_ILQ8rI/AAAAAAAAALs/YWHRYZQRNWc/s320/IMG_5632.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370975748235522738" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Precisamente hoje completa-se meu primeiro mês aqui. Um mês de surpresas, confortos e desconfortos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois primeiros substantivos, carregados de significados positivos, são decorrentes da paisagem cheia de penhascos da costa norte, dos passeios de trem, do vento frio do Ártico, das músicas das tavernas, das senhorinhas dançando e tomando Guinness ou uísque com um sorrisinho maroto, de expressões como "a wee bit", "a wee second", "a wee seat", que poderiam ser traduzidas por meio de uma simples inserção do nosso jeito-africanês do sufixo diminutivo "-inho": "um pouquinho", "um segundinho", "uma sentadinha". As surpresas também decorrem das reviravoltas politicas deste lugar, tão cheias de sutilezas e camadas. Aqui no Norte, há irlandeses-irlandeses e há irlandeses-britânicos, cuja capital é Londres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas questões identitárias se confrontam o tempo todo. Acordos políticos de cessar-fogo abrandaram enormemente os chamados "The Troubles". Mas as camadas estão mais submersas, pois não estão impregnadas somente nas memórias das pessoas, mas, mais do que isso, parecem correr em seu sangue. E eu, no meio de tudo isso, deparo-me com um pedaço de Ocidente nunca imaginado: não é Europa, tampouco é América. É Reino Unido, mas às vezes não é. Às vezes é English, às vezes Gaelic, mas às vezes é Hiberno-English.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando subo as escadas de casa, encontro ainda outro mundo: um que aos poucos se torna o meu. Minha vida num cenário cheio de paredes com aquecedores pendurados, botões para acionar o aquecimento da água, carpetes, janelas que devem ser fechadas à tarde para que a casa não esfrie demais. O fogão tem bocas elétricas e por isso não posso ver o fogo. Sinto falta do fogo. Compram-se isqueiro e velas e acendem-se as velas. Fogo. E assim meu mundo é recriado numa chama intermitente, ora azul, ora amarela, ora laranja, ora azul, ora laranja, ora amarela...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8075774044225720041-3881242814476693464?l=alinnef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alinnef.blogspot.com/feeds/3881242814476693464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2009/05/22-de-maio-de-2009.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/3881242814476693464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/3881242814476693464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2009/05/22-de-maio-de-2009.html' title='22 de maio de 2009, impressões de um primeiro mês'/><author><name>Ennila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07714257751115662750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/TIfVxDMOqrI/AAAAAAAABFI/HKZO2rO8t-c/S220/aln.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/SomJ_ILQ8rI/AAAAAAAAALs/YWHRYZQRNWc/s72-c/IMG_5632.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8075774044225720041.post-4875582497832737243</id><published>2009-02-12T12:09:00.000Z</published><updated>2009-02-27T14:14:16.460Z</updated><title type='text'>À deriva</title><content type='html'>A dor, criadora da necessidade da reconstrução dos significados, a fazia viva. A cada conflito, deparava-se com a dor e, naquele instante, sentia o embalo do ônibus auxiliando-a em suas re-significações. "It's that I'm going through the motions", desabafava Aimee Mann em seus ouvidos acolchoados por fones enquanto subia o morro da Lagoa e algumas pessoas atrás dela riam com todo ímpeto de seus pulmões. E aprendia que quando admite que algo a causa dor, torna-se propício re-significar suas histórias, seus eus, suas memórias e suas relações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E é a dor que me fisga que me traz ao que denomino neutro. Entenda, há vezes em que dormimos parcialmente juntos. O alicerce é a verdade, mas a verdade pode ser ainda tão superficial se vista somente sob o ângulo dos fatos desencadeadores. Entenda, entenda, a minha dor esconde-se sempre num recôndito mais profundo. A verdade é só o princípio das escavações. Repare, esse poço de alma é fundo. E a dor que sinto não é você, mas sou eu. Sinto-a porque me conheço, recordo-me do que fiz e senti. Recordo-me de minha própria ausência e da ilusão que criei na mente e no coração de alguns."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apercebeu-se de que precisava de silêncio. Atravessou a rua e alcançou as dunas. Despediu-se de Aimee Mann que ainda cantarolava aos seus ouvidos. O silêncio da areia, o silêncio do mar a alguma distância. E uma súbita vontade de respirar Lispector para silenciar sua voz interna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto dirigia seus passos à calçada, um homem a ultrapassou e, ao fazê-lo, olhou para trás. Seguiu mais um pouco e olhou novamente. Olhava insistentemente. "Sim, senhor, às vezes, as pessoas precisam estar sós. Elas não estão sempre buscando outra alma inquieta para compartilhar suas intempéries. Deixe-me só. O que procuro está aninhado dentro daqui. Não me pergunte coisa alguma, não fale. Não me interessam respostas, não me interessam explicações. Quero só os gritos das crianças na distância e os afagos do vento na areia e na água. Silêncio, por favor."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E retomou, "contente-se com minha verdade superficial e nunca saberás quem eu sou. Não é por mal que o faço. No momento, nem sequer me dou conta. É que o profundo vem depois, sorrateira e epifanicamente. Vem junto a uma fina dor pulsante, latente, seguida de uma convulsão. É preciso ter paciência e muita atenção para notar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontecia que essa atenção não era racional. Precisava abrir a alma e fazer um transplante de pele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8075774044225720041-4875582497832737243?l=alinnef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alinnef.blogspot.com/feeds/4875582497832737243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2009/02/deriva.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/4875582497832737243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/4875582497832737243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2009/02/deriva.html' title='À deriva'/><author><name>Ennila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07714257751115662750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/TIfVxDMOqrI/AAAAAAAABFI/HKZO2rO8t-c/S220/aln.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8075774044225720041.post-1234177789595986771</id><published>2009-01-21T22:25:00.000Z</published><updated>2009-08-17T18:59:57.982+01:00</updated><title type='text'>O postal</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 9"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 9"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:/Users/Ennila/AppData/Local/Temp/msoclip1/01/clip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:donotoptimizeforbrowser/&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Estava a trabalho no Canadá. Era uma das viagens de seus sonhos. As realizações apenas começavam. Dias poucos e curtos em Montreal, em Halifax e em Toronto, ocupados pelas visitas, relatórios, apresentações e outros eventos sociais, mas sempre havia uma brecha para a bebida noturna, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;cálida &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;e solitária, capaz de relembrar-lhe de algo adormecido. Nesta noite, resolveu finalmente escrever no postal que comprara poucas horas antes, quando ainda era dia. “Êxtase, nunca imaginei lugar assim! Ainda morarei aqui um dia”. E assinou. Guardou o postal na bolsa, olhou em volta e conseguiu atrair o olhar do garçom. Ele veio, “Oui, madame, qu’est que vous voulez?” &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"   lang="EN-US"&gt;“D’autre... Non, rien, solement l’adition, merci”. &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;E veio a conta. Deixou ali o pagamento junto com mais algumas moedas em resposta ao cortês e objetivo tratamento do garçom.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;No dia seguinte, no intervalo entre reuniões, enviou o postal. Chegaria em dez dias úteis. Mas ela chegaria em menos de vinte e duas horas. Em solo brasileiro, avistou o motorista da empresa, sempre pontual e objetivo. Dirigiu-lhe a sua casa, onde a deixou com suas bagagens pesadas e subjetivas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Os dias se passavam e não havia muitas novidades a não ser os eventos do trabalho que preenchiam suas horas e seus pensamentos por dois turnos de um dia. No terceiro e último turno, já não havia o que preencher nem com o quê preencher, mas havia uma constante expectativa. Uma semana se foi e, na caixa de correios de seu apartamento, havia um postal. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8075774044225720041-1234177789595986771?l=alinnef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alinnef.blogspot.com/feeds/1234177789595986771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2009/01/o-postal.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/1234177789595986771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/1234177789595986771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2009/01/o-postal.html' title='O postal'/><author><name>Ennila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07714257751115662750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/TIfVxDMOqrI/AAAAAAAABFI/HKZO2rO8t-c/S220/aln.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8075774044225720041.post-3303257680514151857</id><published>2009-01-06T18:52:00.000Z</published><updated>2010-01-15T21:24:21.422Z</updated><title type='text'>Uma crônica de nuvens</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;-- Os anos passam e você continua olhando para trás, despedindo-se da estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Silêncio. Emudeço ao dar-me conta da observação. Considero  a proposição metaforicamente por alguns instantes. O que me fez, o que eu fui, o  que eu era e o que ainda sou. Constroem-se dois planos aqui. Deixo meu leitor  interpretá-los. Volto ao plano compartilhado com meu primo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;-- Nossa, você se lembra disso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Meu encantamento pelo aparente encontro de duas retas  paralelas no horizonte. Ali, bem ali no infinito. Uma ludibriação visual?  Matematicamente, elas jamais se encontrariam, um dia me desiludiu meu  irmão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Além da estrada, sempre cultivei apreço pela mutabilidade  das nuvens. Seriam as nuvens habitantes de outro universo do qual eu via apenas  uma parte? Sempre me punha a imaginar o que estaria por trás daquela brincadeira  delas. Faço-me, desfaço-me, agrado essa, desagrado aquela outra nuvem, agrado a  mim mesma por fim, e assim se decidem e assim revolvem suas vontades e  concepções a respeito da existência. Percebo o quanto as nuvens fizeram o que  sou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;-- Ocês vão ficá aqui?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;-- Não, vó, tenho compromisso na cidade hoje à noite e a Joana vai voltar comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A velha e recorrente pergunta data mais de vinte anos.  Tenho certeza de que mesmo antes de eu escutá-la pela primeira vez, ela já  existia. Sim, habitava o plano do infinito anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;-- Essa era a parte proibida do quintal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;-- É, a gente só brincava até aquela  mangueira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;-- Aliás, foi nessa aqui que a gente começou a fazer uma  casa na árvore, não foi?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;-- Acho que sim, mas a gente nunca terminou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;-- Não, quando a gente começava as coisas, já tinha que ir  embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Entrementes, Rogéria pergunta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;-- Ôceis querem da coquinho ou da comum? Deu tanta manga  esse ano, mas agora num é mais época não. Se ocêis quiserem da comum, é do outro  lado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;-- Época boa é fim de novembro, começo de dezembro,  né?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;-- É, o quintal tava cheinho, cheinho. Agora tem um monte  de manga podre.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;-- Hmm, acho que eu quero das duas. Tá bom dessa, é só um  pouco pra mim e um pouco pra tia Sílvia. Tá bom assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;E à direita, parece que a cerca foi trazida mais próxima à  casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;-- Ah, o quintal encolheu?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;-- Acho que sim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;-- Ocêis tão achando o quintal menor, é? Num é o mato que  tá grande?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;-- Não... o mato sempre foi grande. Era maior  até.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Retomo a antiga sensação de friozinho da barriga que  sentia todas as vezes em que planejávamos nossa expedição ao outro lado do  quintal. Claro que se nos deparássemos com algum porco solto no mato, sempre  havia uma mangueira acolhedora por perto, pronta para nos salvar. Era o nosso  pique. Da manga viemos e à manga retornaremos. A manga nos fez. E Rogéria recomenda que comamos as mangas verdes com sal e  Sazon. Sazon?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;-- É, João, novos hábitos têm sido incorporados às  coisas velhas. Temos de passar por esse novo ritual.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;-- Prima, falando em ritual, minha mãe cortava manga pra  mim. Já que ela não tá aqui, você tem que fazer isso. Nunca fui bom nessas  coisas. Ih, tá vendo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;-- Tá, agora o sal e só uma pitada de Sazon. Só um  pouco... Acho que prefiro só com sal mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;E as comuns são atacadas diretamente pelos  dentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;-- Sempre grudava no aparelho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;-- É, e agora eu tenho aparelho de novo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;-- Até sem aparelho grudava, principalmente nos dentes de  baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Vovó sai de sua cadeira costumeira, aquela que fica sempre  ao lado da mesa da cozinha, no entanto, nunca virada na direção da mesa, mas do  fogão à lenha. Aquela, da qual, virando o rosto para a esquerda, dá-se com o  nariz no corredor. Senta-se agora sobre uma outra, não tão costumeira, mas  também não tão inusitada, posicionada entre o fogão e a janela que dá para a  casa da família da caseira. Ao lado dessa janela, havia uma porta para o  banheiro ("A porta do banheiro era na cozinha!", exclamação a qual João  responde, "É, tá no corredor agora, estranho, né?"). Vovó mexe no  costumeiro bolsinho do vestido. Apercebo-me de que todos os vestidos dela têm um  bolsinho secreto. No entanto, só agora compreendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;-- Tem fósforo aí, vó?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;-- Tem, uai, sempre tem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;-- Mas pra quê, vó?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;-- Pra se acabá a lúis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;E chega o momento insituável que costumeiramente me fazia  sentir tristeza por novamente deixar a vovó sozinha e alegria por voltar à  cidade depois que os primos tinham ido embora e a diversão acabado. Mas dessa  vez a melancolia surrupiava minha antiga vontade de voltar logo à casa na  cidade. Desta vez, os pensamentos infantis egocêntricos e ignorantes de  responsabilidades davam lugar àquela que era agora a criança que precisava  de carinho e cuidados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;-- Tamo indo, vó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Vovó caminha em direção à porta da frente.  Costumeiramente, não nos acompanha até o portão. Não. Senta-se no banco rente à  parede da porta da frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;-- Noventa-e-oitchu-anos. Nascida em vinte-e-dois de  dezembro de mil-novescentos-e-nove.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;-- Até quanto a senhora vai, vó?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;-- Não sei, não. Deus é que sabe. Eu não sinto nada!  Noventa-e-oitchu anos e eu enxergo tudio! Nunca precisei de óculos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;-- É, João, eu puxei a vista da vovó. Mas olha, seus  olhos são da cor dos dela! Castanho-esverdeado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;-- O seu é escuuuro. Pretinho. Seus ólho são  muuuito bonitchu!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;-- Brigada, vó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;E segue a pergunta costumeira:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;-- Quando ocêis volta? Sábado a Sílvia vem  aí?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;-- Ih, não sei, vó. Bença, vó.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;-- Deus te abençoe, meu filho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;-- Bença, vó.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;-- Vai com Deus, minha filha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Costumeiramente, a mesma poeira cobre o painel do carro e  o mesmo cheiro do quintal de mangas da vovó nos acompanhará ao longo da estrada.  Mas antes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;-- Será que ainda tem a Dorme-Maria?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;-- Procurei outra vez e não achei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Paramos o carro logo antes de atravessar o portão.  Dorme-Maria, Fecha-Maria, como ela é mesmo? Até que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;-- Fechou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Camufladas e um pouco ressequidas, porém com as  costumeiras folhas em pares e pontiagudas, ao fazer algumas Marias dormirem,  finalmente fomos brincar de nuvens.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8075774044225720041-3303257680514151857?l=alinnef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alinnef.blogspot.com/feeds/3303257680514151857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2009/01/uma-crnica-de-nuvens.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/3303257680514151857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8075774044225720041/posts/default/3303257680514151857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alinnef.blogspot.com/2009/01/uma-crnica-de-nuvens.html' title='Uma crônica de nuvens'/><author><name>Ennila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07714257751115662750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYMug7NHax4/TIfVxDMOqrI/AAAAAAAABFI/HKZO2rO8t-c/S220/aln.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
